“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é
o desejo de vencer.” Mahatma
Gandhi
Chegou ao
fim a Olimpíada de Língua portuguesa. E foi uma tarefa difícil selecionar os
textos que representariam nossa escola na etapa municipal, já que tínhamos
vários candidatos fortes _ textos bem escritos e que expressavam com clareza e
sensibilidade o nosso município_ desenvolvendo a temática “O lugar onde eu
vivo”. O foco dessa edição da OLP aqui na nossa escola foi o Meio ambiente o
que nos oportunizou discutir e analisar tal assunto e o impacto do mesmo em
nossas vidas e em nossa cidade.
Poema _ Laranja da Terra _ Emilly Plaster Litig (5ª
M02)
No
cantinho do Espírito Santo
tem
uma terra muito amada
Que
se chama Laranja da Terra
que
é muito abençoada.
A
terra que tem a pedra
a
pedra dos "Cinco pontões"
onde
esconde segredos
guardados
em seus valões.
Terras
dos festejos e casamentos,
onde
a noiva baila sem parar.
A
festa não pode acabar
até
no céu o sol raiar.
O
broto é uma deliciosa comida
que
todos devem provar,
é
feito de milho cozido
levado
ao forno para assar
Óh,
Laranja da Terra
onde
sempre quero morar.
Memórias
_ Um viver simples _ Caio da Silva Teodoro (6ª M01)
Vida difícil e sofrida.
Agricultura de subsistência,manejada de forma bem diferente do que é hoje: o
uso de agrotóxicos era quase nenhum, usávamos muito adubos orgânicos os quais
eram menos prejudiciais à saúde e mais eficientes. As plantações eram diversas,
a base era café comum(hoje conhecido como conilon) e o arroz.
O café era produzido nos
altos dos morros, um sofrimento conseguir trazê-lo para baixo, não havia carros
automobilísticos que conseguissem acessar tais altos, a solução era fazer uso
dos carros de boi os quais também eram usados para trazer a lenha. Agora vejo
potentes tratores fazendo todo o trabalho que para nós era trabalho de dias.
Ah, nossas plantações de
arroz...Algo raro de se ver hoje. Este era cultivado as margens do rio e quando
vinham as chuvas e com elas as enchentes, o baixar das plantações era
inevitável, mas não nos desesperávamos porque sabíamos que pouco se perderia
pois as águas não estragavam aquele mangue de esperança e sustento. Era muita
água, mas imune desses resíduos que hoje tanto consomem nosso planeta.
O belo de se ver eram as
planícies, terras pouco acidentadas gerando uma beleza incomparável, um por do
sol que simplesmente nos tirava da dura realidade. Nossa diversão era o rio,
com características que permanecem apenas nas recordações _ águas cristalinas,
profundidade assustadora, mas que marcou e muito, parte da minha infância.
Texto baseado nas memórias
da senhora Tereza Schuanz
Crônicas
_ Panha do café _ Vanessa da Silva (1º N01)
Quando amanhece, o celular
desperta e uma voz doce bem lá longe fala:
_ Vanessa, Vanessa! Acorda
filha, tá na hora.
Ao levantar, lavo meu rosto,
a comida preparada é só pegar e fazer a marmita.
Quando está tudo pronto
descemos e lá no ponto onde o patrão vem buscar a gente estão os companheiros,
somos todos como irmãos, uma alegria só quando estamos juntos!
Indo para o lugar, um carro
apertado com doze pessoas, vamos tão apertadinhos que nem sentimos frio.
Conversa vai, conversa vem,
gargalhadas altas e quando menos se espera "nóis chega" no cafezal.
Achou estranho ou engraçado?
Mas saiba que não é brincadeira não. É assim que muitos trabalhadores falam e
isso se ocorre por muitos motivos entre eles a necessidade de trabalhar e não
ter tempo para estudar. Porém isso é uma outra história.
Chegamos lá, tomamos café e
vamos à luta _ ir para o cafezal.
Tem dias que o café tá seco,
até parece que não deu um pingo de sereno. Outra vezes parece que choveu: o
cafezal molhadinho que ao ver as folhas brancas de sereno dá até vontade de
desistir.
Mas fazer o que né? Já
estamos todos ali e o meio do cafezal se torna uma alegria só.
Conversa daqui, conversa
dali gargalhada de cá, gargalhada de lá, tombos, galhadas na cara e já deu a
hora do almoço. Todos se reúnem no meio do cafezal para almoçar.
Dentro dessa uma hora dá até
para tirar um sono.
Depois de uma hora de almoço
voltamos para a luta. O sol rachando de quente, puxa lona daqui, puxa lona de
lá, ensaca o café e depois de muita conversa já deu a hora do café.
Meia hora de folga, né?
Tomamos café rapidinho para descansar depois. Aí é só beber uma água, puxar
lona, ensacar o café e até "mocegar" um pouquinho.
Todos cansados, contamos a
hora para dar as cinco. O tempo passa, o sol se esconde e a ânsia de ir embora
chega.
Cinco horas! Todos cansados,
mas felizes pelo dia de trabalho. Voltamos apertadinhos, mas satisfeitos.
Artigo
de Opinião _ Reposição de recursos ou contaminação? _ Marciana Bulian da Silva
(2º M02)
Bairro consolidado, já pode
ser considerado antigo, comporta apenas 50 famílias dos 10825 habitantes de
Laranja da Terra, município o qual, pertence ao estado do Espírito Santo. O
crescimento só não se acelera, pois a localidade com o nome Niterói, não conta
com iluminação pública, água tratada e esgoto.
Recentemente houve a
construção de uma rodovia federal, a qual tem passagem, pelo que dizem ser o
"centro" do bairro, contudo a tubulação de esgoto não foi inserida em
seu entorno, e as demais ruas continuam com o seu solo de massapé, e quando
chove ninguém arrisca sair, ultrapassar o barro, é missão por todos, dita
impossível.
A água consumida pela
maioria dos habitantes, é de um poço artesiano, com o qual não se tem muitos
cuidados, o que resulta em problemas de saúde; internações por infecções são
frequentes e já condizem com o dia a dia.
Porém o que aflige a todos é
o destino dado ao esgoto, muitas casas tem suas tubulações destinadas ao
córrego que corta o bairro, e as demais introduziram o método de armazená-lo em
buracos escavados no chão, o que chamam de fossas.
A contaminação do solo que
ainda era fértil está no limite, os lençóis freáticos encontram-se parcialmente
infectados, e nenhuma atitude é tomada e posta em prática.
Famílias que antes, tentavam
manter uma vida saudável, produzindo suas próprias verduras e legumes,
desistiram. Pois o que antes produzia com fartura, hoje nem brota mais.
O odor do esgoto já é
nítido, e este conta ainda com a implementação dos óleos e do lixo automotivos
produzido por oficinas.
Os moradores pedem ajuda e o
meio ambiente, o verde, que se vê cada vez menos, clama por socorro!
Creio que já passou a hora,
da implementação de saneamento básico, e da água potável, a ideia é atraente e
condiz com a situação, pois os moradores tem por direito esses atributos, e o
meio ambiente merece de vez ficar livre de tais vilões.