quarta-feira, 27 de agosto de 2014


“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.” Mahatma Gandhi

Chegou ao fim a Olimpíada de Língua portuguesa. E foi uma tarefa difícil selecionar os textos que representariam nossa escola na etapa municipal, já que tínhamos vários candidatos fortes _ textos bem escritos e que expressavam com clareza e sensibilidade o nosso município_ desenvolvendo a temática “O lugar onde eu vivo”. O foco dessa edição da OLP aqui na nossa escola foi o Meio ambiente o que nos oportunizou discutir e analisar tal assunto e o impacto do mesmo em nossas vidas e em nossa cidade.

Poema _ Laranja da Terra _ Emilly Plaster Litig (5ª M02)

No cantinho do Espírito Santo

tem uma terra muito amada

Que se chama Laranja da Terra

que é muito abençoada.

 

A terra que tem a pedra

a pedra dos "Cinco pontões"

onde esconde segredos

guardados em seus valões.

 

Terras dos festejos e casamentos,

onde a noiva baila sem parar.

A festa não pode acabar

até no céu o sol raiar.

 

O broto é uma deliciosa comida

que todos devem provar,

é feito de milho cozido

levado ao forno para assar

 

Óh, Laranja da Terra

onde sempre quero morar.

 

Memórias _ Um viver simples _ Caio da Silva Teodoro (6ª M01)

Vida difícil e sofrida. Agricultura de subsistência,manejada de forma bem diferente do que é hoje: o uso de agrotóxicos era quase nenhum, usávamos muito adubos orgânicos os quais eram menos prejudiciais à saúde e mais eficientes. As plantações eram diversas, a base era café comum(hoje conhecido como conilon) e o arroz.

O café era produzido nos altos dos morros, um sofrimento conseguir trazê-lo para baixo, não havia carros automobilísticos que conseguissem acessar tais altos, a solução era fazer uso dos carros de boi os quais também eram usados para trazer a lenha. Agora vejo potentes tratores fazendo todo o trabalho que para nós era trabalho de dias.

Ah, nossas plantações de arroz...Algo raro de se ver hoje. Este era cultivado as margens do rio e quando vinham as chuvas e com elas as enchentes, o baixar das plantações era inevitável, mas não nos desesperávamos porque sabíamos que pouco se perderia pois as águas não estragavam aquele mangue de esperança e sustento. Era muita água, mas imune desses resíduos que hoje tanto consomem nosso planeta.

O belo de se ver eram as planícies, terras pouco acidentadas gerando uma beleza incomparável, um por do sol que simplesmente nos tirava da dura realidade. Nossa diversão era o rio, com características que permanecem apenas nas recordações _ águas cristalinas, profundidade assustadora, mas que marcou e muito, parte da minha infância.

Texto baseado nas memórias da senhora Tereza Schuanz

Crônicas _ Panha do café _ Vanessa da Silva (1º N01)

Quando amanhece, o celular desperta e uma voz doce bem lá longe fala:

_ Vanessa, Vanessa! Acorda filha, tá na hora.

Ao levantar, lavo meu rosto, a comida preparada é só pegar e fazer a marmita.

Quando está tudo pronto descemos e lá no ponto onde o patrão vem buscar a gente estão os companheiros, somos todos como irmãos, uma alegria só quando estamos juntos!

Indo para o lugar, um carro apertado com doze pessoas, vamos tão apertadinhos que nem sentimos frio.

Conversa vai, conversa vem, gargalhadas altas e quando menos se espera "nóis chega" no cafezal.

Achou estranho ou engraçado? Mas saiba que não é brincadeira não. É assim que muitos trabalhadores falam e isso se ocorre por muitos motivos entre eles a necessidade de trabalhar e não ter tempo para estudar. Porém isso é uma outra história.

Chegamos lá, tomamos café e vamos à luta _ ir para o cafezal.

Tem dias que o café tá seco, até parece que não deu um pingo de sereno. Outra vezes parece que choveu: o cafezal molhadinho que ao ver as folhas brancas de sereno dá até vontade de desistir.

Mas fazer o que né? Já estamos todos ali e o meio do cafezal se torna uma alegria só.

Conversa daqui, conversa dali gargalhada de cá, gargalhada de lá, tombos, galhadas na cara e já deu a hora do almoço. Todos se reúnem no meio do cafezal para almoçar.

Dentro dessa uma hora dá até para tirar um sono.

Depois de uma hora de almoço voltamos para a luta. O sol rachando de quente, puxa lona daqui, puxa lona de lá, ensaca o café e depois de muita conversa já deu a hora do café.

Meia hora de folga, né? Tomamos café rapidinho para descansar depois. Aí é só beber uma água, puxar lona, ensacar o café e até "mocegar" um pouquinho.

Todos cansados, contamos a hora para dar as cinco. O tempo passa, o sol se esconde e a ânsia de ir embora chega.

Cinco horas! Todos cansados, mas felizes pelo dia de trabalho. Voltamos apertadinhos, mas satisfeitos.

Artigo de Opinião _ Reposição de recursos ou contaminação? _ Marciana Bulian da Silva (2º M02)

Bairro consolidado, já pode ser considerado antigo, comporta apenas 50 famílias dos 10825 habitantes de Laranja da Terra, município o qual, pertence ao estado do Espírito Santo. O crescimento só não se acelera, pois a localidade com o nome Niterói, não conta com iluminação pública, água tratada e esgoto.

Recentemente houve a construção de uma rodovia federal, a qual tem passagem, pelo que dizem ser o "centro" do bairro, contudo a tubulação de esgoto não foi inserida em seu entorno, e as demais ruas continuam com o seu solo de massapé, e quando chove ninguém arrisca sair, ultrapassar o barro, é missão por todos, dita impossível.

A água consumida pela maioria dos habitantes, é de um poço artesiano, com o qual não se tem muitos cuidados, o que resulta em problemas de saúde; internações por infecções são frequentes e já condizem com o dia a dia.

Porém o que aflige a todos é o destino dado ao esgoto, muitas casas tem suas tubulações destinadas ao córrego que corta o bairro, e as demais introduziram o método de armazená-lo em buracos escavados no chão, o que chamam de fossas.

A contaminação do solo que ainda era fértil está no limite, os lençóis freáticos encontram-se parcialmente infectados, e nenhuma atitude é tomada e posta em prática.

Famílias que antes, tentavam manter uma vida saudável, produzindo suas próprias verduras e legumes, desistiram. Pois o que antes produzia com fartura, hoje nem brota mais.

O odor do esgoto já é nítido, e este conta ainda com a implementação dos óleos e do lixo automotivos produzido por oficinas.

Os moradores pedem ajuda e o meio ambiente, o verde, que se vê cada vez menos, clama por socorro!

Creio que já passou a hora, da implementação de saneamento básico, e da água potável, a ideia é atraente e condiz com a situação, pois os moradores tem por direito esses atributos, e o meio ambiente merece de vez ficar livre de tais vilões.

Um comentário:

  1. Quantos dias de trabalho!
    Mas é tão gratificante ver esse resultado..Parabéns alunos!

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